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História das Invasões Francesas

2ª Invasão

Após o fracasso da primeira invasão, o Imperador Napoleão, deslocou-se em pessoa à Península Ibérica e perseguiu os ingleses, que tinham rumado à Galiza e se refugiaram nas suas embarcações ancoradas no porto da Corunha.


Depois da expulsão dos ingleses daquela região espanhola, comandado pelo General Soult1 , o exército francês avançou até ao Rio Minho, mas as tropas portuguesas ali situadas impediram a travessia do Rio Minho. Soult com o seu exército sobe o curso do rio até Ourense e entrou em Portugal pela fronteira de Chaves a 10 de Março de 1089.


O objectivo era chegar ao Porto e tentar controlar a cidade, que nesta altura já era a segunda cidade mais importante do reino. Com esta entrada, o exército luso-britânico tentou reorganizar-se, e a Inglaterra sentiu-se na obrigação de ajudar Portugal. A tropa portuguesa estava mal organizada e pouco apetrechada e o Marechal inglês, Beresford, assumiu o comando do Exército português.


Os franceses continuaram a marchar em direcção à cidade do Porto, e pelo caminho foram encontrando alguma oposição e resistência, mas de fácil transposição. “O comandante português, Bernardim Freire de Andrade, quando pretendia retirar para o Porto para ali aguardar o adversário, foi acusado de traição e assassinado pela multidão2 . Um pouco por todo o lado havia na população um sentimento de desconfiança em relação a alguns oficiais portugueses que eram suspeitos de cumplicidade para com os franceses, como foi o caso do corregedor de Braga e de quase todos os oficiais do Estado-Maior do Exército do Norte, que foram assassinados.
Em Braga, Soult passou com pouca dificuldade por uma pequena resistência desordenada, que apesar de pequena, mostrou grande coragem.


A entrada no Porto deu-se a 29 de Março de 1809, mas Soult voltou a encontrar resistência, uma vez que até o bispo da diocese, que dirigia a defesa, recusou a rendição, o que tornou a tomada da cidade bastante sangrenta. A população tentou escapar da cidade pela ponte das barcas, mas esta cedeu com o excesso de peso dos populares em fuga, e resultou numa tragédia de milhares de vidas perdidas.
Em 1809 a família real ainda se encontrava no Brasil, para descontentamento dos portugueses, que viam o seu pais a ser invadido e não obtinham qualquer apoio ou consolo por parte da Coroa. A Realeza recebia notícias do seu país, mas os vassalos não recebiam qualquer notícia por parte dos governantes refugiados em terras brasileiras.


Soult permaneceu no Porto, e face ao descontentamento dos portugueses para com a Coroa, tentou obter a simpatia dos portuenses, mas em nada resultou. Cada vez mais se sentia a resistência portuguesa, e os planos políticos do General Soult não foram tão longe como ele o desejaria.


Em Maio desse mesmo ano, deu-se a “Batalha do Douro”, em que as tropas luso-britânicas venceram os franceses, sob comando do General Arthur Wellesley e do comandante–chefe o Marechal William Carr Beresford. Assim, a 29 de Maio foi reconquistada a cidade do Porto aos franceses que se retiraram para a Galiza, saindo de Portugal por Montalegre. Encerrou-se assim a segunda invasão francesa a Portugal.

1 Comandou as tropas francesas na 2ª invasão a Portugal, entrando pela fronteira de Chaves.
2 Saraiva, José Hermano; História de Portugal; Cap. X; p.316;1993

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