As Linhas de Torres
Centros Interpretativos
Concelho de Arruda dos Vinhos
- Guerra Peninsular
- Enquadramento Histórico
- História das Invasões
- As Linhas de Torres
- História da Construção
- Caracterização das estruturas militares do concelho
- Arquitectura dos Fortes
- Os Fortes de Arruda
- Descrição
- Características
- Conflito em Arruda
- Envolvimento de Arruda e da população na construção das Linhas de Torres
- Acontecimentos marcantes
Concelho de Vila Franca de Xira
Centro Interpretativo do Forte da Casa
A obra militar n.º 38, designada por Forte da Casa, situa-se no arranque da 2ª das Linhas de Torres. Sendo uma área rural até meados do século XX, recentemente surgiu, centrado em torno desta obra militar, um núcleo urbano que rapidamente cresceu até ao ponto de ser actualmente uma das freguesias mais populosas do concelho, e tomou o nome deste reduto.
Está prevista para o local a implantação de um Centro Interpretativo, composto por uma estrutura edificada simples – na qual será feita uma contextualização da Rota Histórica e das Linhas de Torres Vedras, uma abordagem específica ao Forte n.º 38, sua caracterização e importância ao longo dos tempos e para as populações bem como de informações de âmbito local (o impacto das Invasões Francesas nas populações locais) – o enquadramento paisagístico da sua envolvente e a musealização do paiol do referido forte, colocado a descoberto por ocasião das escavações arqueológicas ocorridas no local entre Abril e Julho de 2008.
Concelho de Sobral de Monte Agraço
O Centro de Interpretação terá como linha orientadora fulcral, o conhecimento, valorização e promoção do património arquitectónico – militar das denominadas Linhas de Torres, principalmente no que respeita ao papel desempenhado pelo conjunto de fortificações, quartéis-generais e postos de comando da 1.ª e 2.ª Linhas de Defesa, no pensamento e estratégia militar, na luta contra os invasores franceses.
Terá entre os seus objectivos:
- Fomentar a articulação e divulgação dos sítios (localizados no anel envolvente ao Forte do Alqueidão), através nomeadamente da requalificação urbana e paisagística das áreas de implantação do conjunto, numa intervenção ordenadora, que aproveite e valorize o seu potencial paisagístico e natural;
- Recuperar e preservar a memória deste importante facto histórico, de dimensão nacional e europeia, auxiliando os visitantes e a população local a compreender o contexto histórico-militar do espaço em que se encontram, oferecendo-lhes simultaneamente uma justificação para a sua conservação e usufruto; constituir uma montra aberta para a compreensão da estratégia e pensamento militar que esteve inerente à construção das Linhas;
- Promover o Turismo Cultural e Natural de modo a permitir conciliar a preservação dos valores culturais e ambientais com o desenvolvimento de uma actividade turística sustentável;
- Desenvolver programas de Educação Patrimonial para crianças e jovens e outros grupos específicos, centrados na divulgação histórica das guerras peninsulares, na importância da conservação da sua identidade, através da preservação, interpretação e fruição deste património, na valorização das componentes ecológica e ambiental consagradas na Rota Histórica das Linhas de Torres.
Concelho de Torres Vedras
O Centro Interpretativo de Torres Vedras (Monte da Forca) será um centro de acolhimento dos visitantes da RHLT, entendendo-se como uma estrutura organizativa, responsável pela gestão de uso do património e dedicada à aplicação de uma estratégia de interpretação do território. Estabelecerá obrigatoriamente uma relação muito próxima (do ponto de vista orgânico e do ponto de vista funcional) com as principais obras militares, que fazem parte das linhas de Torres Vedras, nomeadamente aquelas que se encontram no território deste município: (1) Reduto do Grilo (situado na freguesia de Ponte do Rol); (2) Forte da Feiteira (situado na freguesia de Dois Portos); (3) Forte do Passo (situado na freguesia de S. Pedro da Cadeira); (4) Forte de S. Vicente (situado na freguesia de S. Pedro e S. Tiago); (5) Forte dos Olheiros (situado na freguesia de S. Pedro e S. Tiago); e (6) Forte da Forca.
“O Centro Interpretativo das Linhas de Torres Vedras será a porta de um território-museu (…) as fortificações serão as janelas deste território (…) os percursos pedestres, as ciclovias, os caminhos militares, e outras estruturas de apoio que venham a ser concebidas, serão os seus vasos comunicantes”.
Objectivos:
- Explicar o território através da adequação dos seus recursos patrimoniais in situ e mediante a estruturação de uma série de serviços para a apresentação do património, de acordo com os conteúdos e eixos temáticos;
- Prestar serviços e desenvolver actividades patrimoniais diversificadas, que sustentem uma oferta regular ao longo do ano, esta oferta tem de estar alicerçada a uma oferta de serviços complementares (alojamento, oferta gastronómica, comercialização de produtos, etc.) assim como favorecer a implantação de actividades produtivas entre a população local;
- Constituir-se como atracção turística capaz de estimular um turismo cultural e ecológico, de romper o fenómeno sazonal e de canalizar fluxos turísticos para espaços (territórios) pouco explorados e/ou frequentados;
- Incentivar a coordenação territorial e deixar de lado as dinâmicas localistas, procurando promover todo o território das linhas de torres, um território intersectado por seis concelhos.






