Valorização Ambiental
Observatórios de Paisagem
Concelho Vila Franca de Xira
Observatório de Paisagem da Serra do Formoso
O Circuito da Serra do Formoso constitui um núcleo de fortificações erigidas sobre uma elevação natural de terreno, bastante pronunciada sobre o vale da Ribeira de Santo António, afluente do Tejo, de onde parte a 1ª linha de fortificações. As tropas de Massena depararam-se pela primeira vez com a existência desta cintura defensiva frente a estas fortificações e foi nesse vale que tiveram dois dos poucos recontros militares ocorridos entre as tropas napoleónicas e os exércitos luso-britânicos. Foi frente a estes redutos que Massena se apercebeu, pela primeira vez, da dificuldade de ultrapassar as “Linhas de Torres”.
Tendo em linha de conta o potencial paisagístico e natural dos terrenos municipais junto ao casal agrícola e na área envolvente ao Monumento Comemorativo das Linhas Defensivas de Torres Vedras (erguido em 1883, em memória da vitória obtida sobre Napoleão e em louvor do engenho militar necessário à implementação da cintura defensiva, no local onde se situava o Reduto da Boavista - Obra Militar nº 3) foi pensada uma lógica de intervenção que se adequa ao conceito de Observatório de Paisagem. Nele estará patente uma pequena exposição que procurará ilustrar a importância da posição estratégica das obras militares em Vila Franca de Xira, bem como as memórias locais associadas à 3ª invasão e à importância do Monumento Comemorativo das Linhas de Torres Vedras.
Monumento Comemorativo das Linhas de Torres Vedras
Este monumento foi projectado pelo então tenente-coronel da Artilharia Joaquim da Costa Cascaes, por indicação do Marquês de Sá da Bandeira,.
O projecto apresentado recebe a sua aprovação em final de Agosto de 1874 e, no ano seguinte, iniciam-se os trabalhos que ficariam concluídos em 1883. A estátua (a clássica figura grega de Hércules) representada com 3 dos seus mais conhecidos atributos - a barba, a pele do leão e a clava - foi executada pelo escultor Simões de Almeida em 1877. O fuste corresponde a uma peça de mármore proveniente de Pêro Pinheiro.
Este monumento pretende comemorar a vitória das tropas anglo-lusas sobre os exércitos napoleónicos e a própria construção das Linhas de Torres Vedras, enquanto representação da tenaz resistência dos exércitos aliados face ao invasor e baluarte da defesa valorosa da independência da Península Ibérica.
Nele foram colocadas, em 1911, duas placas de homenagem aos engenheiros militares envolvidos nesta extraordinária missão, o tenente-coronel de Engenharia, Sir Richard Fletcher do Exército Inglês (cuja competência e incansável actividade se deve a rápida construção das Linhas de Torres Vedras) e Neves Costa, Oficial do Real Corpo de Engenharia (a quem se devem os estudos fundamentais do terreno em que foram levantadas as Linhas).
A sua recuperação adveio da necessidade de conservar e valorizar os elementos que compõem estas linhas defensivas, enquanto testemunho de um marco importante da História Nacional.
Sendo um bem patrimonial que se encontra isolado, importa actuar, do ponto de vista da segurança, de forma preventiva em relação a eventuais actos de vandalismo.
A intervenção de limpeza e recuperação ocorreu entre Novembro e Dezembro de 2008. As suas necessidades de intervenção foram: limpeza de superfície, nomeadamente das zonas com verdete e ferrugem; descontaminação biológica; colagem de elementos fracturados; tratamento de juntas, incluindo limpeza e preenchimento; tratamento dos elementos metálicos, incluindo desoxidação e aplicação da camada protectora dos mesmos; aplicação de protecção anti-grafitti até uma altura de 2,5 m.








