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Sondagem

Percorrer e Sentir as Linhas

Os Grandes Desfiladeiros

Propomos-lhe certamente um fim de semana diferente, aqui, onde os montes parecem acariciar as nuvens de algodão, que iluminam os riachos no fundo dos desfiladeiros, onde dizem…, só de lá, é possível ouvir cantar as águas. Inicie este percurso no centro de Arruda, a vila que o primeiro monarca português, D. Afonso Henriques (1139-1187), doou à Ordem de Santiago em 1172.

A mesma vila que tomou os Vinhos por apelido, a mesma vila que esconde segredos árabes à sua espera… quer o seu nome derive do apelido germânico Rut(h)a, quer da planta de sabor acre ruta (al + ruta). Em ambos os casos, a visita tudo dirá em contrário, porque aqui até o ar é doce! E do Vinho só o sabe dizer quem prova! E foram muitos os que já beberam dele… do vinho-néctar produzido das uvas colhidas nas cepas das encostas solarengas… do vinho-mel comprado nos mercados de Lisboa… do vinho-poesia, que Gil Vicente imortalizou no Pranto de Maria Parda.

Chafariz de Arruda dos VinhosEm Arruda dos Vinhos respira-se a ruralidade, que se alonga num horizonte de fazer perder o olhar. Não lembrasse o seu nome a arbustiva arruda que o viajante poderá encontrar no jardim oitocentista do Palácio do Morgado! É difícil encontrar o Morgado, a quem o dizem!? Mas decerto aprovaria a instalação do Centro Cultural [do Morgado], porta de entrada nas Linhas de Torres Vedras, onde se encontra o Centro Interpretativo, o Posto de Turismo, a Biblioteca Municipal e a Oficina do Artesão. Impossível resistir! Bem sabemos… mas não poderá o viajante trazer todo o artesanato consigo!

Junto ao palácio, eis o chafariz do século XVIII, que hoje corre como os ponteiros do relógio, como todos os fins de semana correm e, ainda mais este, se não fosse o campo a travar as correrias da cidade! Da água da sua bica se encheram muitos cântaros. O chafariz era encimado por uma coroa régia de D. José, mas a coroa, por vontade dos populares, caiu com a monarquia.

Encontrando-se no vale de Arruda, é talvez altura de entrar na igreja matriz, templo de reconstrução quinhentista sob a invocação de Nossa Senhora da Salvação, que permaneceria em oração nos mais longos dias de 1810, entre 10 de outubro e 14 de novembro. Talvez o rei venturoso tivesse predestinado qualquer invasão do reino pelas tropas de Napoleão, quando, em inícios do século XVI, entre 1525 e 1531, substituiu Santa Maria de Arruda pela Senhora da Salvação. Na matriz, encontraram as tropas aliadas uma idosa morta de desgosto, a quem faltaram as forças para obedecer às ordens do Visconde de Wellington, que impôs a cada habitante a retirada obrigatória de sua casa, a destruição das suas colheitas e o refúgio no interior das Linhas. Pena pesada a da Terra Queimada para quem consumiu quase todos os anos da sua vida!

Do vale é fácil erguer os olhos ao céu em direção aos montes e contemplar parte da “muralha”: lá estão os fortes do Cego (obra n.º 9) e da Carvalha (obra n.º 10) e, se o olhar o permitir, ainda se encontrará outro forte… e, depois, é perseguir a Linha, a primeira linha de defesa a norte da cidade de Lisboa, que impediu a marcha do Exército de Portugal, sob o comando de André Massena, até Lisboa.

Mas estômago vazio é um destruidor de paisagens, que toma o belo por horrível! É tempo de experimentar a cozinha regional, e de procurar um restaurante… todos os viandantes conhecem os seus nomes! Depois do estômago saciado, um tempo para percorrer a vila, podendo o mais interessado recuar no tempo até à baixa Idade Média ou fazer a viagem mais curta, apenas até ao século XIX. Neste tempo, no outono de 1810, a vila esteve ocupada pela Divisão Ligeira do Exército anglo-luso, comandada pelos capitães Simmons e Kincaid. Mas também aqui se cruzaram as tropas francesas, que prolongaram a sua estada na quinta do Alcambar.

Poderá o viajante subir as encostas de urze, subir a montanha, e caminhar por serras de ar-ruta, alimentando-se agora das paisagens coloridas pelos campos de searas e vinhas. Para tal, é melhor escolher outra estação e preterir o inverno, que a subida à serra exige um casaco, que também aqui o vento sopra e assobia! Terá de subir ainda mais… que o Cego e a Carvalha ficam no topo. E daqui poderá então avistar o Tejo de água salgada, que corre de mansidão no horizonte, a Ponte sobre o Tejo, inaugurada a 6 de agosto de 1966, que se ergueu no gargalo do rio, o palácio nacional da Pena, no pico da serra de Sintra, e a serra de Montejunto. Haverá melhor quadro para deleitar o olhar!? Talvez não, mas há ainda todo o interior dos fortes construídos em 1810 para visitar: Na Carvalha, as canhoeiras, com três canhões, o paiol, os traveses, o fosso… permitindo acolher 400 soldados. O Forte do Cego, com quatro canhões, permitia albergar 280 soldados.

Voltando a contemplar o vale, é tempo de libertar a imaginação! Imagine-se o vale intransponível pelas tropas de Massena. Imagine-se a vila assediada pelas tropas francesas, imagine-se ainda uma vila deserta, com escassos pedaços de gente, que alimentavam a fome de esperança, quando resignaram a qualquer fuga de suas casas. Aqui teve papel particular Craufurd, na sua defesa, a que não foi alheio o esforço das gentes que engrossaram os exércitos de ordenanças e milícias.

Convidamo-lo agora a descer até à vila, espera-o um jantar e a noite na quinta de Santa Maria, de onde poderá relançar um ou os mais diversos olhares em direção à montanha. Este é também um olhar do lado francês! Antes, porém, faça um novo percurso pelas ruas, em busca de histórias encantadas… quantos não conhecem a história da muralha de doze, catorze, dezasseis, dezoito, vinte e mais metros de altura, erguida pelos ingleses com a ajuda dos camponeses. Ficava a oeste da vila, dirão uns! E tinha quase cinco metros de espessura, dirão outros! Era certamente a grande muralha, a montanha fortificada que Wellington mandou construir!

Poderá acordar cedo ou não, que os tempos não são os da guerra! Pela manhã, tomado o pequeno-almoço, poderá retomar o percurso dos desfiladeiros e ver pelos seus próprios olhos aquilo que os soldados franceses conseguiam apenas imaginar. Que privilégio! Siga em direção a Nossa Senhora da Ajuda, seguindo pela Estrada Nacional que liga a Arruda dos Vinhos, até à aldeia de Alrota e à descoberta dos dois redutos da segunda Linha de Torres daí acessíveis, seguindo pela “Estrada do Forte”.

Sugerimos que siga pela estrada de terra batida até à bolsa de estacionamento, e daí realize um curto percurso a pé até ao Reduto da Ajuda Grande. Este antigo caminho, permite igualmente aceder ao moinho, presentemente abandonado, testemunho de outros tempos, que também serviu, na época das Guerras Peninsulares, como posto de observação.

Continuando o agradável trajeto, ladeado por vegetação arbustiva de cariz mediterrâneo, não estranhe, se for surpreendido pelo saltitar de um coelho bravo ou de uma lebre, ou até mesmo, pela fuga atarantada de uma perdiz, chegará sem esforço, ao topo de um planalto, onde se localizam as duas posições militares.

A zona escolhida para implantação das fortificações da Serra de Alrota não poderia ter sido mais adequada: o planalto onde se encontram facilita o controlo visual de uma vastíssima área de vale. Este conjunto de obras militares controla de uma importante estrada de ligação entre o Sobral, Arruda e Bucelas, comunicando visualmente com as posições do Calhandriz, Montachique, Ribas, Forte da Carvalha e Forte do Alqueidão.

Tanto o Reduto da Ajuda Grande (n.º 18), como o Reduto da Ajuda Pequeno (n.º 19) são obras militares incluídas na 2ª Linha Defensiva. Funcionaram como posições avançadas desta, estabelecendo uma articulação com obras militares da 1ª Linha; o seu propósito era de retardar o inimigo, na sua eventual marcha até à capital, caso este conseguisse transpor a primeira barreira.

Devido à sua posição avançada possibilitam uma excelente leitura territorial deste importante sistema defensivo. Voltando as costas para Norte, terá no seu horizonte a elevação de Serves e a elevação dos Picotinhos, barreiras naturais, só transponíveis no vale do Trancão em Bucelas; ou então, contornáveis na Aguieira, no sentido de Alverca. Ao longo das encostas destas duas elevações (Serves e Picotinhos), foram erguidas várias baterias, que defendiam a passagem do desfiladeiro de Bucelas. Nestas serranias, para reforçar a sua função defensiva, foram edificados Escarpamentos com vários quilómetros de extensão (38°54'5.13" N; 9° 8'33.14" W).

O Reduto da Ajuda Grande apresenta uma planta singular, composta por dois baluartes acoplados, com três acessos ao exterior. Rodeado por um fosso (nalguns pontos escavado na rocha), possui no exterior, um través em cotovelo, que defende a entrada virada a Norte. No interior da praça militar, existe um paiol, cinco canhoneiras e dois traveses; um deles, também em cotovelo, reforça a dinâmica defensiva das entradas. Ainda na praça militar, a defesa dos acessos, era reforçada por paliçadas, que também estavam presentes no interior do fosso.

O terraço, onde esta obra militar assenta, foi reconfigurado de modo a criar uma regularização escalonada em plataformas; aumentando o grau de dificuldade de acesso ao exército inimigo. No prolongamento do planalto da Serra da Alrota e situado mais a Norte, poderá visitar o Reduto da Ajuda Pequeno, obra militar de pequena dimensão, à qual se acede por um trilho. Este reduto apresenta um fosso escavado na rocha, um través que defende a entrada, um pequeno paiol e várias canhoneiras, direcionadas para a estrada militar que ligava Arruda dos Vinhos a Bucelas.

Para além da importância que estas obras encerram em termos históricos, quer seja na perspetiva militar, social e cultural, considera-se também ser um espaço de grande significado, no que se refere ao enquadramento geo-histórico.

Se detiver a sua atenção para os seus pés, irá identificar vários fósseis, também presentes nas pedras calcárias dos paramentos. Este tipo de afloramentos, com forte componente fossilífera, constitui uma preciosa informação, dando indicações tanto quanto ao seu enquadramento cronológico, como sobre o ambiente em que se formaram: neste caso, pode encontrar inúmeros registos fósseis de algas, esponjas, corais e conchas de bivalves.

Estas rochas sedimentares, formadas em meio marinho de águas calmas e pouco frias, passaram por vários movimentos tectónicos e de reajuste da morfologia da superfície terrestre. Ao longo da história geológica do planeta ocorreram em simultâneo fenómenos de dobramento e enrugamento dos complexos sedimentares, colocando-os a descoberto e em locais distintos da sua origem.

Concluída a visita, deverá voltar à povoação de Alrota e seguir na direção de Bucelas, cruzando sensivelmente a meio do itinerário, o portão da Quinta da Murta, produtora de vinhos e também local de turismo rural. Desta quinta poderá vislumbrar o lindo vale da ribeira do Boição e as encostas com os vinhedos, tão características desta região demarcada.

Em Bucelas, convidamo-lo a fazer uma pausa, para saborear a gastronomia local, acompanhada pelo famoso vinho Arinto, não esquecendo, para sobremesa, um doce regional: os deliciosos arrepiados de amêndoa. Após esta revigorada pausa, sugerimos um passeio pelas ruas e largos da Vila de Bucelas, destacando o Largo do Coreto, com o seu lindo chafariz oitocentista que conserva a pedra de armas do Termo da Cidade de Lisboa; a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Purificação com o seu núcleo de Arte Sacra; as inscrições romanas do adro da igreja; o artesanato local e o Centro de Interpretação da Rota Histórica.

Fontes escritas atestam que junto à Igreja Matriz (38° 54' 1.93"N, 9° 7' 8.56"W), esteve acampado debaixo de um pomar de cerejeiras um corpo do exército anglo-luso, local atualmente ocupado por casario. Na altura, Wellington usou o atual edifício onde funciona o Centro de Dia como seu quartel-general.

O Centro de Interpretação da Rota Histórica das Linhas de Torres em Bucelas promove de modo interativo o conhecimento sobre a História da Guerra Peninsular e o esforço da população civil na construção do sistema defensivo. Convidamos a descobrir quais os impactos das Invasões Francesas nas comunidades locais a partir do Centro de Interpretação. Contextualizando a falta de recursos derivados deste período conturbado da história nacional. Irá encontrar ao seu dispor informação sobre o que visitar, onde comer e dormir.

Continuando a jornada, depois de fruir desta simpática vila, aconselhamos que siga em direção a Vila de Rei, pela EN 116, até ao entroncamento do Mato da Cruz. Ao longo deste trajeto, terá à sua direita, a imponente elevação de Serves, bastante empinada (que desempenha um papel fundamental na individualização da região de Bucelas) e na vigência de condições microclimáticas particulares. São estas características, que associadas ao tipo de solos que fazem de Bucelas, o núcleo central de uma antiga região vinícola, atividade que marca de modo indiscutível a paisagem desta região.

No cruzamento do Mato da Cruz, siga na direção desta povoação, pela Estrada Municipal 1250-4 onde irá encontrar a indicação de Casal do Forte, estrada que o levará até ao Forte do Arpim (n.º 125).

Esta obra militar de planta poligonal rodeada por um fosso, conserva um través exterior, que protege o seu acesso. Embora seja uma construção predominantemente em terra, o acesso foi reforçado por estruturas em alvenaria, e as escavações arqueológicas confirmaram a existência de estruturas em madeira, nomeadamente dois postes, associados a um portão de entrada.

No interior do Forte, existem várias canhoneiras construídas em terra (a maioria direcionadas para Calhandriz e outras para a serra da Aguieira), com vestígios de madeira que correspondem às plataformas sobre as quais se manobravam as peças de artilharia. Por oposição, o paiol, construído em alvenaria, é uma peça única devido ao seu excelente estado de conservação.

O Forte do Arpim (n.º 125) situa-se numa zona estratégica, com uma forte concentração de obras militares. No verão de 1810, Wellington apercebe-se que Alhandra podia ser contornada pelo desfiladeiro de Matos e pelo vale de Calhandriz, atingindo Alverca. E a partir de setembro 1500 homens constroem à esquerda da posição, ainda na 1ª linha, os quatro fortes de Calhandriz (n.ºs 121 a 124) que defendiam a única zona onde a artilharia podia contornar a posição de Alhandra.

Tal como o engenheiro militar John Thomas Jones escreveu no Memorando de 1829, os fortes das Linhas eram regra geral independentes uns dos outros: Calhandriz foi a única situação em que três fortes foram levantados para cruzarem fogo entre si, e mutuamente defenderem um quarto forte avançado (n.º 121). O Forte do Arpim, na retaguarda destes, fazia a ligação da posição de Calhandriz com as três obras da serra da Aguieira entretanto concluídas mais a sul, numeradas 40, 41 e 42, já na segunda linha defensiva. Na frente dos fortes, o cume foi escarpado tornando-o inacessível ao inimigo, em imitação de Alhandra, como Jones escreveu. Assim, fechava-se um arco defensivo que ia desde Calhandriz até Forte da Casa, junto ao Tejo, ligando as duas linhas de Torres Vedras.

Para terminar o percurso dos grandes desfiladeiros, visite estes três fortes no topo da serra da Aguieira, que dominam com altivez toda a região. Não se vai arrepender. Apanhe a EN116 (Alverca/Bucelas) e cerca de 2,5 km depois irá encontrar à esquerda Quinta da Portela, empresa Morgado Lusitano, da qual os fortes tomaram o nome (38° 54'15,748"N, 9°4'16,141"W). Num edifício que remonta ao século XVIII, é um espaço de lazer que combina um centro de equitação, gastronomia e turismo rural. Estacione por aí e suba por um caminho que o leva aos fortes da Aguieira.

Subindo a estrada rural, junto à quinta, chegamos ao topo da serra. Imagine o esforço de centenas de camponeses e milicianos na construção destas obras, guiando com perseverança também os carros de bois que puxavam as peças de artilharia encosta acima, por caminhos que ninguém antes tinha transitado.

São três fortes que funcionavam em conjunto, constituindo-se quase como uma praça militar, isolada no cimo da serra. Fechavam o flanco esquerdo do distrito militar n.º 5, com quartel-general em Bucelas, dos sete definidos por Wellington à entrada das tropas nas Linhas.

Visite primeiro o Forte da Aguieira (n.º 40). Foi construído a partir de fevereiro de 1810 sob a direção do tenente Stanway, tal como os dois fortes vizinhos. Quando o exército napoleónico chega às Linhas, a 11 de outubro desse ano, as fortalezas nesta área da segunda linha eram defendidas por corpos de milícias, ordenanças e artilheiros portugueses, apoiados na retaguarda pela 2ª Divisão do general Rowland Hill. Oito batalhões ingleses estavam prontos a socorrer a defesa de Alhandra, ou o corpo defensor principal no Sobral, em caso de revés. Marcavam também a sua presença cinco regimentos de milícias nacionais, sob o comando do coronel Carlos Frederico Lecor.

Daqui podemos ver os outros dois fortes, virados espetacularmente para o rio Tejo e as suas lezírias. Defendiam passagens estratégicas que o exército napoleónico podia atingir se rompesse a primeira linha na zona de Calhandriz: uma progressão pelo desfiladeiro de Bucelas, seguindo o vale do rio Trancão, ou pelas estradas que conduziam a Alverca, ultrapassando assim a posição de Alhandra.

Todo este conjunto é um miradouro com vistas privilegiadas: a Norte domina-se só com um olhar todo o vale de Bucelas, avistando-se ao longe a vila. A Sul, vemos a cidade de Alverca, os mouchões do Tejo e a lezíria, com os montes de Calhandriz à nossa esquerda. Seguindo o rio com o olhar, a seguir a Alverca vê-se a cumeada da serra do Formoso e a vila de Alhandra, no arranque da primeira linha de Torres Vedras. Esta é a zona das Linhas em que as duas estão mais próximas uma da outra. Aqui percebemos com que vantagem as obras militares se implantaram na topografia acidentada desta região a norte da capital, e puderam defendê-la do exército enviado pelo poderoso Napoleão.

Aqui perto, não deixe de fazer uma visita ao Centro Interpretativo das Linhas de Torres, instalado na esplanada interior de um forte da época, o Forte da Casa (n.º 38). É hoje o centro desta vila, acessível pela EN10, passando Alverca (ver percurso A Defesa do Tejo). Aqui tinha início a segunda linha de Torres, que subindo as encostas desde o rio Tejo atravessava os Grandes Desfiladeiros.

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